Eu costumava dizer que todos viviam em uma grande ilusão e clamava, para que enxergassem a verdade. Acabou que depois de muito tempo e de muito conviver com os tolos, eu fui convidado a ser um dos hospedes do grande “Palácio das ilusões”.
Entre um baile e outro, muito mistério ronda as horas que passamos aqui. Tudo se mostra muito bonito, tudo sempre termina bem. Assombrosamente a penumbra se destaca na maioria das vezes. Gritos e gargalhadas assustadoras se misturam ao doce canto das aves, ao soar do vento e o tocar dos balangandãs sonoros...
À semana seguinte do primeiro grande baile, o clima continua contagiante, eu não sei dizer ao certo quanto tempo vou levar para me acostumar.
Em meu momento de calmaria, sussurros inquietantes me fazem levantar e ir de encontro ao sentimento inexplicável que me ronda o ser. Olhando ao redor, procuro de alguma forma iluminar o meu caminho.
Não sabia como me afastar desse momento, não sabia o quanto eu me perderia se fosse mais um pouco em frente. Não consegui me conter e ateei fogo ao alento... Lentamente iluminavam-se um a um dos cantos que foram se mostrando.
Eu fui enxergando e entendendo o que deveria entender e o que não precisava entender... Terminado o mistério, eu pude ver uma carta com o papel bem velho, na escrivaninha que mais parecia uma espécie de penteadeira. Logicamente que o local estava coberto por poeira e bastante teia de aranha...
Nesta carta que não fora totalmente escrita, as únicas palavras diziam:
“A vida nos preserva de muita coisa para que não causemos conflitos conosco mesmos. O anfitrião ao se retirar, não nos disse o que deveríamos fazer ou não, ele apenas nos disse para explorar sem medo. Disse que o nome do palácio não era a resposta e sim o começo do descobrimento pessoal.”
“Eu o encontrei ajoelhado no chão, cabeça baixa. Ele dizia enxergar o abismo diante de sua vida. Era preciso apenas um pequeno impulso... Para que suas asas se despedacem como vidro... Apenas um pequeno impulso, para aquela vida atingir o fim.”
Outubro de 1873
Parando para pensar nessa citação. Eu imaginei varias situações, que tive ultimamente. Pensei em minha vida, em meus conflitos pessoais. Nas histórias dos amigos. Pensei também no desabafo de certos inimigos e vivi o meu momento de abalo pessoal.
Pude trazer essas palavras para a data atual, comparando palavras e atos, eu posso dizer que o gran finale da semana é simplesmente cumprir os desafios para que não quebremos as frágeis asas dos nossos anjos...
Uma boa semana para todos...

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